Por muitos anos religião e ciência seguiram caminhos diferentes. A ciência precisou se afastar do dogmatismo religioso para se desenvolver e essa situação estimulou conflitos entre a religiosidade e o pensamento científico.

Atualmente, afirmar que a religiosidade afeta o corpo, a mente e a interação com os outros já não causa desconfiança, pois existem comprovações desses efeitos.

Muitos médicos e pacientes têm identificado a importância da fé no tratamento e cura de doenças. Vários profissionais e instituições médico-hospitalares observam cada vez com maior interesse o papel da fé, da certeza da cura pelo doente e até das preces no restabelecimento da saúde.

Para muitos, a religião pode ser fonte de alívio, conforto e consolo. Através dela buscam-se respostas para os problemas existenciais. Ela permite a interação entre as pessoas nos rituais e, por estimular a reflexão, pode facilitar a compreensão de si. Assim, pode ajudar na solução de problemas pessoais. Tudo depende do modo como a pessoa pratica e compreende o fato religioso e o poder da divindade.

O sistema imunológico, que é o sistema de defesa ante as agressões sobre o corpo durante a vida, possui complexo mecanismo de funcionamento que é sensível a vários estímulos, inclusive ao pensamento positivo que estimularia o sistema imunológico reestruturando as defesas e combatendo doenças.

Mesmo que ainda não há explicações dos mecanismos, a ciência tem se surpreendido ao investigar a influência das manifestações de fé no tratamento e na cura de doenças. Estudos em diversas instituições – como a Universidade de São Paulo (USP), a Escola Paulista de Medicina, a Universidade de Brasília e universidades americanas como Harvard e Duke – também têm investigado tais fenômenos com resultados interessantes.

Mas, apesar de todas as indicações positivas em muitos estudos, não se recomenda que os pacientes abandonem os tratamentos médicos convencionais e evitem os curandeiros e charlatães, não abrindo mão do acompanhamento da família, que é fundamental nestes casos. A ciência observa fenômenos intrigantes em todas as religiões estudadas e não se identificou uma seita ou corrente filosófica específica aparentemente mais “eficaz” na melhora da saúde das pessoas porque a fé ou religiosidade parecem ser o denominador comum.